quarta-feira, 24 de agosto de 2011

As Despedidas em BH

Amigos, colegas, bebidas, pizza, fotos, abraços, lágrimas, risadas, beijos. E ele. Nós. Um sentimento que se atreveu a nascer fora de época, que se arriscou a crescer mesmo com data marcada pra interrupção. Não, eu recuso-me a pensar que foi uma despedida. Mas como é que a gente vai prever ou planejar o que pode acontecer, sendo que a história em si já era completamente imprevisível?! Ah, mas esse encontro foi sem dúvida a melhor surpresa dos meus últimos meses. De certa forma eu gosto mesmo de não saber o que vai acontecer nos proximos capítulos. Como eu gosto!

Despedir do meu irmão também foi estranho, vou sentir falta dele. Acho legal ter um irmão adolescente, cheio de crises, bobeiras, teorias, etc. Nossas conversas são engraçadas, é uma diferença grande de idade e de mundos, mas isso torna a convivência até mais interessante, é bacana essa interaçao.

No aeroporto uma confusão, acabei me perdendo do meu pai e foi um desespero pra ambos, quando encontramos de novo ele tava nervoso e eu tava praticamente em pânico. Agora que passou o sufoco, fico imaginando o tanto que o meu irmão vai me zuar, ficar perdida no aeroporto!!! Pensando bem, chega a ser engraçado... Mas o momento não teve nada de engraçado.

Hoje a Carol me deu uma péssima notícia sobre a titia, ela está internada novamente e o médico meio que já cortou as esperanças. Minha mãe estava no hospital visitando e pedi pra falar com ela, foi muito estranho. Contei q estava no aeroporto, lembrei q minha primeira viagem de avião, em 85, foi com ela, pra Sao Luis. Chorei. Chorei e toda hora eu choro só de imaginar que hoje pode ter sido a última vez que conversamos. Mas agora eu tenho q encarar a vida, qdo acontecer o pior eu não vou poder ir lá, não estarei perto dos meus primos, nem da família e a dor vai ser maior ainda do que já está sendo.

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