O embarque foi tranquilo, não houve atraso, o vôo é que está meio entediante, sem contar que tá cheio de italianos no avião e eles não calavam a boca, coloquei o fone de ouvido e fiquei escutando umas músicas da rádio TAP, músicas portuguesas, claro. Mas são meio melancólicas, tanto pela letra quanto pelo jeito de cantar. Na TV assisti um pouco do jornal, mas ainda não entendo muita coisa do português europeu, fica difícil. Em um dos canais estava passando o filme “Rio”, que eu havia começado a ver em CB (inclusive, com a titia), e queria terminar de assistir, mas deu problema no som. Aí eu apelei pra Sandy e Junior aqui no meu mp4 mesmo. E o sono que não vem? Já passaram 6 horas de viagem, e só um cochilinho de nada...
Ah, mas a refeição foi até caprichada (pra quem tá acostumado com as barrinhas de cereal dos vôos domésticos, foi um banquete!): strogonoff, arroz, batata palha, salada, refri, uns pãezinhos e doce de mamão na sobremesa. E vinho. Se o Marcelo tivesse vindo comigo, a gente ia chapar durante o vôo inteiro (ou até pararem de servir), e essa viagem estaria menos chata. A mulher do meu lado é italiana, e é uma freira! Não consegui falar direito com ela. O pouco que eu falo e entendo de italiano não me serve de muita coisa. Em compensação, vou tentar dar um pulinho na Inglaterra para aprimorar meu inglês britânico, quem sabe? Estou na Europa mesmo, não custa tentar (o pior é que custa, e custa em libras!!!). Londres é um sonho antigo, então tenho que ir, mas não tenho planos, nem roteiro de viagem. Na verdade não sei nem se vou passar a primeira noite em Porto, ou se vou direto pra Coimbra, vai depender muito do meu humor quando eu chegar lá, isto é, se eu tiver humor, pq depois de tanta coisa acho q meu humor foi embora, não está bom nem mau, apenas inexistente por agora.
Saudade. Toda hora eu lembro de um momento ou de alguém que vai fazer muita falta nos próximos 6 meses. Não vou citar nomes, são amores e amizades diferentes. Mas agora, neste exato instante, a saudade q tá apertando mais é a falta dele. É muito ruim interromper uma relação assim no auge em que estávamos. Fazia muito tempo que eu não sentia algo desse jeito e que me fizesse tão bem como ele conseguiu fazer. A reciprocidade, a química, o carinho, o respeito, a sinceridade, a capacidade de compreensão e o diálogo, tudo isso junto no mesmo relacionamento, praticamente do jeito que eu sonho e que eu preciso, mas tinha que acontecer logo agora? O pior é que parece que tinha. Exatamente agora. Significa muito pra mim, e pra ele também. Nada é coincidência. Mas também não sei se acredito em predestinação. Eu acredito que temos forças que desconhecemos. E com ele eu consegui perceber um tipo de força que eu não sabia que tinha. Ou então, se sabia, ainda não tinha usado. Talvez pela falta de oportunidade, talvez porque é a primeira vez que eu estou com uma pessoa que também tem esse tipo de força. É muito bom conhecer alguém assim.
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